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		<title>Diálogo sobre &#8220;Enterrado Vivo&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 00:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Enterrado Vivo é um filme que, para mim, engana duplamente. Primeiro porque esse título em português dá a impressão de estarmos diante de alguma das produções mais medíocres que executivos da Globo selecionam para exibir no Supercine. Já imagino a cena. O executivo 01 pergunta: qual filme vamos passar no sábado à noite?. O executivo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=173&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/wakinglifepic.jpg"><br />
</a><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-180" title="upa" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a>Enterrado Vivo é um filme que, para mim, engana duplamente. Primeiro porque esse título em português dá a impressão de estarmos diante de alguma das produções mais medíocres que executivos da Globo selecionam para exibir no Supercine. Já imagino a cena. O executivo 01 pergunta: qual filme vamos passar no sábado à noite?. O executivo 02, em uma tentativa de ousadia, responde: &#8220;Ah, tem esse aqui com o Morgan Freeman&#8221;. O executivo 01 retruca: &#8220;É aquele que o Morgan Freeman tenta capturar um assassino ao lado de uma detetive bonita? Ou aquele que ele e o Jack Nicholson estão para morrer?&#8221;. O 02 responde um não desanimado. O 01 parece ter uma ideia genial: &#8220;Olha tem esse aqui. Enterrado Vivo. Não sei sobre o que é, mas o título é sugestivo, não? Imagine a locução. &#8216;Enterrado Vivo, hoje, no Supercine, após Zorra Total&#8217;. Acho que chama a atenção&#8221;. Quem conhece Enterrado Vivo apenas pelo seu título, portanto, pode se surpreender com o longa que, durante sua uma hora e meia, se passa apenas dentro de um caixão, onde o protagonista, um caminhoneiro sequestrado, está preso.</p>
<p style="text-align:justify;">Já quem tem um conhecimento sobre o filme que vai além de seu título, pode ter uma expectativa alta. Afinal, um filme baseado no conceito de um único personagem, um único cenário &#8211; um caixão &#8211; e baseado na claustrofobia proveniente da situação, chama a atenção. Parece um sopro de originalidade entre os previsíveis thrillers produzidos pelo cinema. Mas as escolhas narrativas de Rodrigo Cortés, o diretor, e Chris Sparling, o roteirista, acabam trasformando Enterrado Vivo em uma espécie de Supercine high-concept.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-179" title="QUEL" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg?w=150&#038;h=137" alt="" width="150" height="137" /></a>Eu gostaria de assistir Enterrado Vivo no Supercine. Me surpreendeu o início do filme, os barulhos bem baixos que soavam da tela completamente preta. E continuar assim durante todo o longa. Cortés foi audacioso e não deve ter gastado muito. Fiquei pensando como os Estados Unidos lidam com o terrorismo e com seus próprios cidadãos, quando estes se encontram em uma situação de risco  para a diplomacia internacional. E como a mídia ainda detém de um poder de direcionar as ações de governos quando dispostos a tal situação. Qual a diferença de um país como os EUA identificarem seus terroristas como bem entenderem e acharem no direito de combatê-los entre o entendimento do Iraque? O personagem confundido como um soldado é mais plausível em meu entendimento do que qualquer pessoa de burca ou com cara de muçulmano ser terrorista. Várias discussões ficam rodeando meu pensamento sobre esse assunto. Por isso, posso dizer que o texto tem lá suas contradições, mas suscita reflexões bastante interessantes. E obviamente, pegando seu gancho, o título em português não condiz com o que se vê.</p>
<p style="text-align:justify;">Queria também destacar o jogo de camêra, deve ter sido dificil filmar no limite de estrutura. Tecnicamente o filme ajudou a caustrofobia pular para o espectador. E momentos de clímax da &#8220;dor&#8221; não conseguir acompanhar com os olhos e virar o rosto para o coração não sentir. Quando a câmera sobe, praticamente em uma hora de filme, é um ponto a mais para a idéia do encurralado sem esperança, trazendo uma distância de toda a ajuda possível.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-180" title="upa" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a> Não sei se o filme chegou a provocar tais reflexões em mim. Acho que não. É claro que pensei sobre as contradições do governo norte-americano. Mas pensei porque o filme as coloca sem muita sutileza ou construção dramática. As reflexões que tive sobre o terrorismo provenientes do longa, talvez seriam as mesmas que viriam à minha cabeça se estivesse lendo uma notícia de jornal. São questões que, para mim, não saem muito do esperado quando se fala de Estados Unidos e Iraque. A reflexão existe, mas está mastigada demais. Não acho que um filme seja obrigado a trazer alguma reflexão sobre alguma coisa. Mas, se tiver sido este o objetivo, não acho tão eficiente.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso me irrita um pouco. Apesar de não ser original, é corajoso fazer um filme de uma hora e meia com um personagem em um cenário claustrofóbico. Mas o frescor é interrompido quando Cortez usa elementos pouco inspirados para criar uma identificação ao personagem. É a mãe com demência, é a empresa sem ética, é a cobra dentro do caixão, é a sugestão de relacionamento dele com a colega de trabalho, é o dedo cortado, enfim. Não acho que eles ajudam no personagem. São apenas elementos jogados para para deixar a situação mais tensa. É menos um filme sobre um personagem e mais sobre a situação adversa. O protagonista começa como um homem com um pingo de esperança de sobreviver e termina como um homem com um pingo de esperança de sobreviver. O que o filme quis mostrar? Que estar preso é um caixão é uma situação-limite? Isso a gente já imagina.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, não posso ser hipócrita e falar que o filme é ruim. É mais decepcionante. Definitivamente fiquei tenso em Enterrado Vivo. Mas acho que existiam maiores possibilidades a serem exploradas.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-179" title="QUEL" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg?w=150&#038;h=137" alt="" width="150" height="137" /></a>Realmente nenhum filme é obrigado a trazer reflexões políticas e muitos não o trazem, mas deveriam. Enterrado Vivo me trouxe alguns questionamentos sobre política internacional, mas talvez Cortés teve uma única preocupação de filmar um roteiro bem escrito e contar uma história de uma situação limite, e mesmo assim nem consiga completar essa idéia, já que, como você disse e eu concordo, &#8220;é menos um filme sobre um personagem e mais sobre uma situação adversa&#8221; sem muita amarração. Mas ainda sim me chama a atenção a atuação de Ryan Reynolds, os cortes feito por Cortés. Como fazer cortes com um único ator em cena dentro de uma mesma locação? Deve ter sido um bom exercício de pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com o diretor o filme foi feito durante 17 dias, sendo que cada dia eram cerca de 35 cenas rodadas e um dia chegou a 52. Mais um ponto a favor de Ryan, deve ter ficado com boas dores no corpo. E como já falamos, foi um filme de baixo orçamento &#8211; 3 milhões de dólares &#8211; e cerca de 7 caixões construídos para os 88 minutos de filme. Cortés deve ter lido o roteiro e pensado: ninguém nunca filmou um único personagem dentro de um caixão durante quase 1 hora e meia, vou inserir alguns ingredientes para as pessoas aguentarem até o final e vou rodar esse filme.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-180" title="upa" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a>Enterrado Vivo tem seus méritos. É um filme tenso. E como parecia ser o objetivo de Cortez,  é possível dizer que se trata de uma obra bem-sucedida. Ryan Reynolds impressiona. E o que o diretor fez com seu orçamento reduzido deve ser levado em conta. Se ele desperdiça um pouco o potencial da situação-limite, ele compensa com a forma como constrói o filme através de planos, de iluminação, de fades, enfim. Pode parece que eu achei o filme uma grande merda. Não é. Rolou uma decepção. Esperava que, por todos esses motivos, teríamos um filme com um certo frescor. Não foi o caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Não acho que filmes deveriam fazer reflexões políticas. A obrigação de um filme é ter um objetivo claro (não quero dizer óbvio e entregue de forma mastigada ao público, mas um objetivo consistente) e fazer jus a este objetivo. E os objetivos podem ser diversos. Desde ser uma crítica política, ou apenas fazer rir.. Como disse, Enterrado Vivo traz reflexões políticas. Mas não acho que ele seja um filme melhor por isso.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-179" title="QUEL" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg?w=150&#038;h=137" alt="" width="150" height="137" /></a>Não é. E nenhum filme vai ser melhor ou pior por trazer reflexões políticas. O que será mais importante vai ser a forma de contar a história. Políticos todos somos, mas não sabemos disso. Enfim, não é essa discussão e com certeza Enterrado Vivo não os leva as profundezas políticas de uma globalização mal feita. É um filme que deve ser visto.  Cortés tem boas técnicas e ficamos tensos durante alguns momentos do filme, isso é bom também, nos tira de um bem estar comum dentro de uma sala de cinema.</p>
<p style="text-align:justify;">Enterrado Vivo é o segundo longa do diretor que na Espanha está concorrendo entre nove indicações (diretor, filme, roteiro, ator, fotografia, som, música, efeitos especiais e montagem) ao Prêmio Goya 2011. Deveria ganhar em montagem, apesar que não assisti os outros três para estar certa disso.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-180" title="upa" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/upa.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a>Demorei, mas respondi. Deu para pensar um pouco melhor sobre Enterrado Vivo. Sei que todo meu discurso dá a entender que achei o filme uma grande porcaria. Não é. Cortez faz um ótimo jogo de planos. Mas poderia ter sido melhor aproveitado. É tenso. Poderia ter sido mais. Talvez se focasse mais no personagem e menos no acontecimento.  É a minha conclusão.</p>
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<p style="text-align:justify;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-179" title="QUEL" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/quel.jpg?w=150&#038;h=137" alt="" width="150" height="137" /></a>Encerramos então. bora postar?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/173/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=173&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Não minha filha, você não irá dançar</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 00:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kel Baster]]></category>

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</a><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://oazulejo.wordpress.com/2011/01/10/nao-minha-filha-voce-nao-ira-dancar/"><img src="http://img.youtube.com/vi/dr9Z5ShE8NI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Família é um tema recorrente na cinematografia de Christophe Honoré,  discutido &#8220;Em Paris&#8221;, &#8220;Canções de Amor&#8221;, &#8220;La Bella Junie&#8221;, cada um em seu núcleo especifico. Em &#8220;Não minha filha, você não irá dançar&#8221; a mais velha de um casal de três filhos, é a protagonista da história. Léna (Chiara Mastroianni) está perdida e sufocada com a separação e a criação de dois filhos, um deles pré-adolescente Anton (Donatien Suner), que é o único que talvez saiba entender ou tenta entender a mãe. Em uma leitura que faz para Léna, Anton conta uma história bretã sobre uma bela jovem que só se sujeitava a casar com um homem que dançasse por 12 horas seguidas, nada mais que a metáfora da vida de sua mãe. Nenhum homem conseguiria tal primazia, no caso de Léna, uma mulher instável e inconstante é difícil acertar os passos da dança.</p>
<p>O filme se passa basicamente no reencontro familiar na casa dos pais de Léna, Michel e Annie (Fred Ulysse e Marie-Christine Barrault) que se preparam para uma viagem romântica a Roma. Nesse meio tempo, Michel descobre estar doente. Léna está sufocada. Fréderique, a irmã do meio de Léna, que mesmo grávida de seu segundo filho não consegue parar de  fumar um cigarro atrás do outro enquanto briga com o marido. E o outro irmão Gulven (Julien Honoré, irmão de Christophe) é um ser livre e talvez o mais sensato naquele momento.  Parece existir um diálogo bem primordial do papel feminino dentro da família. Por mais fragéis seres, a última decisão pode estar nas mãos das mulheres. E tal responsabilidade do dar conta, de ser boa mãe, boa amante, boa dona de casa, boa trabalhora, que as escolhas são esquecidas por todos, inclusive por elas.</p>
<p>Anton tomará a decisão da lucidez ou representa o suspiro do mergulho profundo de Léna. Ao mesmo tempo, tal lucidez será a abertura  para todos os outros personagens. A dança de Honoré na qual a filha não participa é a valsa de sua própria vida. Uma discussão sobre a família francesa contemporânea que aguça sensações de querer entender melhor quais são essas histórias e porque Léna se perde tanto em si. Será que o vazio existencial e a prepotência cultural francesa dissolveram os sentimentos?</p>
<p><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/nao-minha-filha-voce-nao-ira-dancar-3.jpg"><img class="aligncenter" title="nao-minha-filha-voce-nao-ira-dancar-3" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2011/01/nao-minha-filha-voce-nao-ira-dancar-3.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p><strong>Direção: </strong>Christophe Honoré<br />
<strong>País: </strong>França<br />
<strong>Ano:</strong> 2009<strong> Elenco:</strong> Chiara Mastroianni, Marina Foïs,  Marie-Christine Barrault, Louis Garrel, Jean-Marc Barr, Fred Ulysse,  Julien Honoré, Marcial Di Fonzo Bo, Alice Butaud, Donatien Suner<br />
<strong>Produção: </strong>Béatrice Mauduit<br />
<strong>Roteiro:</strong> Geneviève Brisac, Christophe Honoré<br />
<strong>Fotografia:</strong> Laurent Brunet<br />
<strong>Trilha Sonora: </strong>Alex Beaupain</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/157/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=157&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gomorra</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 03:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitor Drumond]]></category>

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		<description><![CDATA[  Gomorra, sensação cinematográfica italiana, é um filme pretensioso. Quer ser a obra audiovisual definitiva da máfia. Para isso, acompanha cinco histórias diferentes, que nunca se cruzam, para compor um grande painel da Camorra, fenômeno mafioso do país em forma de bota, que cresceu no meio urbano e é responsável por atividades criminosas como contrabando, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=150&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignnone size-full wp-image-149" title="072" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2009/01/072.jpg?w=380" alt="072"   />Gomorra</em>, sensação cinematográfica italiana, é um filme pretensioso. Quer ser a obra audiovisual definitiva da máfia. Para isso, acompanha cinco histórias diferentes, que nunca se cruzam, para compor um grande painel da Camorra, fenômeno mafioso do país em forma de bota, que cresceu no meio urbano e é responsável por atividades criminosas como contrabando, tráfico, agiotagem, extorsão, além dos eventuais homicídios.</p>
<p style="text-align:justify;">Matteo Garrone deve ser elogiado por não cair na tentação que prejudicou <em>Crash</em> e<em>Babel</em>: conectar as histórias, obrigando aos espectadores a comprarem a forçação de barra das inverossímeis coincidências que infestaram as produções de Paul Haggis e Alejandro Gonzalez Iñarritu.  Porém, ao compor seu longa, Garrone se esqueceu do que sobra em <em>Crash</em> e <em>Babel</em>: construção dos personagens. Os personagens são utilizados no filme italiano quase que como uma desculpa para atingir seu objetivo maior que é o tal raio-x da máfia. Por isso, o espectador acaba por não se envolver realmente com ninguém. Garrone até tenta uma conexão, através das influências do documentário, como a utilização atores não profissionais, cenários realistas, câmera em movimento, além dos closes nos rostos, mas é impossível com a montagem confusa e as histórias não tão bem construídas.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de querer mostrar a influência da Camorra através de personagens específicos, Garrone, no fundo, parece estar menos interessado nessas vidas do que em denunciar a organização criminosa. Talvez por isso, para mim, não funcionou tanto como uma obra de ficção, ficou cansativo. Mas o filme me abriu o apetite para ler a obra da qual foi baseado, livro-reportagem homônimo de Roberto Saviano. Assim, como reportagem, essa história deve ser mais bem-sucedida. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/150/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=150&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Marley &amp; Eu</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 03:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitor Drumond]]></category>

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		<description><![CDATA[Não deixe de ver Marley e Eu porque você detesta filmes com animais. Provavelmente, assim como boa parte dos espectadores lúcidos, você não curte produções nas quais os animais são mais espertos do que qualquer ser humano que você conheça. Assim como você odeia crianças que mais parecem adultos em miniatura, também não é muito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=140&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-143" title="012" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2009/01/012.jpg?w=380" alt="012"   />Não deixe de ver<em> Marley e Eu</em> porque você detesta filmes com animais. Provavelmente, assim como boa parte dos espectadores lúcidos, você não curte produções nas quais os animais são mais espertos do que qualquer ser humano que você conheça. Assim como você odeia crianças que mais parecem adultos em miniatura, também não é muito fã de baleias que viram melhores amigas do garotinho, ou de um cachorro que se apaixona por um golfinho ou de um papagaio que conversa fiado com Tony Shalhoub. Acertei?</p>
<p style="text-align:justify;">Se a resposta for positiva, vá assistir<em> Marley &amp; Eu</em> sem esse medo. Marley é um cachorro normal como qualquer outro. É esperto e tudo mais, mas nada que vai fazê-lo pensar que o bicho conseguiria resolver uma expressão matemática.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, se o roteiro de Scott Frank e Don Roos, baseado no fenômeno editorial homônimo, não coloca o filme nos ombros do cão, não existe muito interesse em assistir a história humana que se desenrola paralelamente às trapalhadas de Marley. Ao acompanhar o casal John e Jennifer Grogan, desde o começo do casamento até a construção de uma família, passando por crises, alegrias, gravidez, promoções e decepções, Roos e Frank, roteiristas talentosos, e David Frankel, o diretor, mostraram que não tiveram um poder de síntese que seria importante para contar uma história que se passa por tanto tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">Owen Wilson é engraçado, mas não dá conta das cenas dramáticas; Jennifer Aniston mostra, novamente, que é uma atriz versátil; Alan Arkin prova que mesmo no piloto automático é melhor que muito ator por aí e o tempo não fez nada bem para Kathleen Turner.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Marley e Eu</em> é simpático, mas esquecível. Depois da sessão a única coisa que você vai se lembrar é que o cachorro é bonitinho. E só.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/140/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=140&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Persépolis</title>
		<link>http://oazulejo.wordpress.com/2008/10/31/persepolis/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 19:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kel Baster]]></category>

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		<description><![CDATA[  Mudar o mundo é uma utopia, ação ou qualquer mera coincidência para inúmeras pessoas de coração bom. Que conseguem ter uma visão crítica e fazer uma análise mais otimista do nosso mundo, digamos, bastante esquisito. E para os orientais, a visão de mundo é mais ampla ou pelo menos diferente do que nós – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=135&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><a href="http://www.filmcatcher.com/uploads/img/product/persepolis.jpg"><img class="aligncenter" src="http://www.filmcatcher.com/uploads/img/product/persepolis.jpg" alt="" width="359" height="530" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Mudar o mundo é uma utopia, ação ou qualquer mera coincidência para inúmeras pessoas de coração bom. Que conseguem ter uma visão crítica e fazer uma análise mais otimista do nosso mundo, digamos, bastante esquisito. E para os orientais, a visão de mundo é mais ampla ou pelo menos diferente do que nós – pessoas do ocidente. As regras de lá não são tão balelas quanto às regras de cá. A religião não é tão fanática se compararmos às projeções neuróticas monetárias de cá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Enfim, nossa geração, ainda não conhece o que de fato possa se chamar de guerra anacrônica ou pelo menos ter sentimentos mais próximos disso, até porque os jovens, pelo menos os brasileiros que conhecemos melhor, não têm em suas vidas, a maioria deles, uma política formada, talvez e por si só pequena, mais conformada. As últimas eleições para prefeito e vereador, não me deixa mentir sobre isso. É por isso que a animação <em>Persépolis</em>, baseada no livro homônimo<em> </em>da iraniana Marjane Satrapi e dirigido também por ela e por Vincent Paronnaud é um belo filme para recuperarmos nossos pensamentos de outrora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Marjane &#8220;Marji&#8221; Satrapi (voz Chiara Mastroianni) era apenas uma garotinha iraniana de oito anos</span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;" lang="PT"> quando a revolução islâmica derrubou o xá do Irã, em 1979</span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">. Até então ela sonhava em ser profetisa para mudar o mundo. </span><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;" lang="PT">Bisneta do antigo rei da Pérsia, ela cresceu em uma família de esquerda, moderna e ocidentalizada, e estudou numa escola francesa e laica. Com a chegada dos extremistas ao poder, as meninas foram obrigadas a usar o véu na escola e estudar em classes separadas dos meninos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;" lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Bastante curiosa e questionadora, Marji assistiu ao início da revolução que lançou o Irã no regime xiita, e de espectadora crítica e atenta descobre que melhor que ser profetisa é ser revolucionária e que usar hijab (o véu sagrado que zela pelo recato das mulheres muçulmanas) é uma grande besteira criada pelo regime opressor persa contra a liberdade feminina. No caminho, ela ainda descobre que Marx pode ser melhor que Deus ou que os dois são a mesma pessoa. Que descobrir o mundo, além do Irã, pode ser sofrido quando sente o que pode ser uma grande desilusão amorosa ou ainda descobrir que identidade é uma pedra preciosa de toda formação humana. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">O longa de animação é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito e ilustrado por Marjane Satrapi, é uma autobiografia primorosa e divertida sobre a realidade sofrida e bastante feliz de uma menina de olhos doces e idéias mirabolantes que depois de anos consegue mobilizar uma guerra contestatória a política ditatorial do Irã utilizando as mãos e o nanquim. Tecnicamente são traços em preto e branco belíssimos, que traz uma esfera meio <em>noir</em>, meio bucólica. Tendo como seu braço forte de questionamento e companheirismo, a avó (voz de Danielle Darrieux), que ainda apresenta os melhores e mais irônicos diálogos do filme e permite um ar de poesia em quadrinhos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">E ainda temos a refinada voz de Catherine Deneuve, como mãe de Marjane. Uma aula de história e reflexão sobre um dos países mais econômica e culturalmente rico do mundo. Atualmente Marjane vive na França e como no filme, ela sai do Irã pela segunda vez para nunca mais retornar. E quem sabe um dia o filme se passe no próprio país-personagem. Até porque, isso será uma luta que talvez Marji não queira entrar. Segundo alguns jornais, o governo iraniano já boicotou a exibição do filme porque credita que é uma propagação de uma imagem distorcida e denigre os valores do Irã e do Islã. De qualquer forma, o filme foi o representante francês para a disputa do Oscar deste ano. E isso já é uma grande vitória!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:7.5pt;color:#666666;line-height:150%;font-family:Arial;" lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;" lang="PT">MovieMobz</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">O filme Persépolis já saiu de cartaz há alguns meses, no entanto houve uma única exibição mobilizada no dia 30 de outubro de 2008, no Usina de Cinema, em Belo Horizonte. Havia mais de 50 pessoas na sala. Número raro para uma sessão em plena quinta-feira, às 21h, paga. Isso é resultado de uma idéia interessante de mobilização para ver ou rever filmes que passaram ou não pelas capitais. No site <a href="http://www.moviemobz.com/">www.moviemobz.com</a>, você se cadastra, escolhe o filme que está em cartaz no site, mobiliza as pessoas e a sessão acontece por apenas R$6 nos cinemas conveniados com o MovieMobz. Participe!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span lang="PT"><a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,15020869,00.jpg"><img class="aligncenter" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,15020869,00.jpg" alt="" width="472" height="279" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=135&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma garota dividida em dois</title>
		<link>http://oazulejo.wordpress.com/2008/10/14/uma-garota-dividida-em-dois/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 17:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kel Baster]]></category>

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		<description><![CDATA[  Numa dualidade comedida, entre futilidade e refinamento primoroso, o diretor francês Claude Chabrol, não excede em absolutamente nada em seu mais recente filme Uma Garota Dividida em Dois (La Fille Coupée en Deux ). Pelo contrário, joga tudo o que quer dizer ali na frente do espectador e demonstra que aquilo que vemos é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=131&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://www.agoravox.fr/IMG/Affiche_fille_coupee_en_deux.jpg"><img class="aligncenter" src="http://www.agoravox.fr/IMG/Affiche_fille_coupee_en_deux.jpg" alt="" width="434" height="578" /></a></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Numa dualidade comedida, entre futilidade e refinamento primoroso, o diretor francês Claude Chabrol, não excede em absolutamente nada em seu mais recente filme <em>Uma</em> <em>Garota Dividida em Dois</em> (La Fille Coupée en Deux ). Pelo contrário, joga tudo o que quer dizer ali na frente do espectador e demonstra que aquilo que vemos é tudo aquilo que queria ser dito, sem mais ou menos, ou até mesmo sem trocadilhos. Inclusive a originalidade da cena final que não peca em nada e traz um grande fechamento daquele mundo de vaidade, tanto do bem quanto do mal. E é muito sutil como Chabrol trabalha esses dois universos nas figuras de uma esposa considerada santa, Dona Saint-Denis (Valerie Cavalli), sempre composta por um figurino branco e sua editora, Capucine Jamet (Mathilda May) sempre vestida com roupas pretas em cena. Uma mistura singela entre a deusa e a diaba. O número dois aqui não é mera coincidência, sempre há dois lados em toda sua narrativa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Mas o filme não se concentra nisso, apesar de cada detalhe falar por si só, a história é baseada na vida da apresentadora de metereologia, Gabrielle Deneige (Ludivine Sagnier), de 25 anos, que se apaixona perdidamente pelo escritor Charles Saint-Denis (François Berléand), ao mesmo tempo o jovem milionário e totalmente desequilibrado, Paul Claude Gaudens (Benoit Magimel) se apaixona por ela, mas sem esta retribuir. Na verdade nessa história, Chabrol não posiciona muito o tempo e nem mesmo as motivações de cada personagem, pois não sabemos por que ela em único dia apaixona pelo escritor 30 anos mais velho e nem mesmo conhecemos as reais intenções do herdeiro jovem, bonito e rico. No entanto, talvez isso seja o que menos importa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">O jogo de câmera que Chabrol apresenta é um jogo de perspicácia casada de maneira sublime com a trilha sonora feita pelo seu filho Matthieu Chabrol. A introdução do filme tem imagens belíssimas com um ar de jantar com vinho. É delicioso acompanhar a câmera no carro ao som de música clássica. É quase um túnel nostálgico sem saída para a atualidade inesperada. Um livro sem ter aberto. Uma leitura suntuosa e hostil. Um fragmento de doçura como uma cereja na ponta do sorvete. Chabrol é surpreendente e proporciona aos espectadores uma seleta seleção de atores, estética, música e história. E obviamente uma crítica ácida, seja contra a televisão ou costumes frívolos sociais ao mesmo tempo em sintonia com o amor e as tragédias que ele pode ocasionar sem medida. </span></p>
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		<title>O Nevoeiro</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 12:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitor Drumond]]></category>

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		<description><![CDATA[O que pode ser mais aterrorizante que o ser humano, quando colocado em um contexto em que não há leis sociais? Para o diretor Frank Darabont, nem criaturas gigantes com asas e tentáculos, escondidas em um nevoeiro, conseguem ser pior que seu semelhante em tais condições. Uma tempestade assola uma simpática cidadezinha norte-americana, e junto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=119&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2008/09/012.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-123" title="012" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2008/09/012.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p style="line-height:150%;text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">O que pode ser mais aterrorizante que o ser humano, quando colocado em um contexto em que não há leis sociais? Para o diretor Frank Darabont, nem criaturas gigantes com asas e tentáculos, escondidas em um nevoeiro, conseguem ser pior que seu semelhante em tais condições.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Uma tempestade assola uma simpática cidadezinha norte-americana, e junto com ela um nevoeiro começa a se formar e a avançar. Para reabastecer suas casas antes de uma nova surpresa climática, os habitantes do lugar vão a um supermercado, o que provoca uma pequena bagunça, agravada pela falta de energia causada pela chuva. O nevoeiro continua a avançar quando, de repende, um homem sai sagrando do grande branco que virou a cidade. Ele diz que há criaturas na névoa. Se, boa parte da população do supermercado não acredita em um primeiro momento, a situação muda quando um garoto é morto pelos tentáculos do ser estranho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Com o supermercado envolto pelo nevoeiro, todos ficam presos. É a deixa para o discurso da fanática religiosa Mrs. Carmody (Marcia Gay Harden, na grande atuação do filme e, talvez, a maior de sua carreira) crescer. Para ela, as criaturas são um castigo de Deus. Na pequena síntese de sociedade formada no supermercado, todos vão obtendo papéis, e o dela, é o que desestrutura o que já está desestruturado. Ao longo da história, Carmody vai plantando sementes de fanatismo na cabeça de cada um dos habitantes desta mini-sociedade, já que, como no mundo real, idéias fanáticas acabam virando respostas para alguns mistérios do mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Lógico, há o filme de monstro. Há o héroi, as cenas de tensão, as de ação. Tudo bem orquestrado por Darabont. Mas O Nevoeiro é de Mrs. Carmody e a construção dessa parcela de seres humanos que passam a conviver juntos. O filme podia ser só isso, e os monstros, se bobear, poderiam aparecer com menos intensidade do que já tem. Pena que Darabont não abriu mão das criaturas e fez sua pequena homenagem à filmes de terror dos anos 80. O que, em nenhum momento, tira os créditos do diretor. Quarta obra de Stephen King que ele adapta, aqui ele mostra suas habilidades de uma forma discreta. Alguns movimentos de câmera são particularmente interessantes, como quando filmando em plano geral o caos entre as pessoas, ela se aproxima do rosto de David, o héroi da história,e oferece a vista do espectador a expressão petrificada (ou algo parecido com isso, já que com o ruinzinho Thomas Jane tudo fica um pouco limitado) do homem, diante da situação que começa a tomar forma. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Some a tudo isso um final corajoso para os padrões hollywoodianos e temos um filme de monstro, ou melhor, um filme de humanos acima da média.  </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oazulejo.wordpress.com/119/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oazulejo.wordpress.com/119/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/119/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=119&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Linha de Passe</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 16:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitor Drumond]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de se aventurar em solo, Walter Salles volta à sua parceria com Daniela Thomas, primeiro em uma prévia, no segmento de alguns minutos de Paris, Te Amo e agora, em Linha de Passe, filme que saiu vencedor da categoria atuação feminina no Festival de Cannes. A parceria, pelo visto, faz muito bem para Walter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=110&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://oazulejo.files.wordpress.com/2008/09/linha-de-passe06.jpg"><img class="size-large wp-image-111     aligncenter" title="linha-de-passe06" src="http://oazulejo.files.wordpress.com/2008/09/linha-de-passe06.jpg?w=500&#038;h=330" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<div></div>
<div></div>
<p><span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Depois de se aventurar em solo, Walter Salles volta à sua parceria com Daniela Thomas, primeiro em uma prévia, no segmento de alguns minutos de <em>Paris, Te Amo</em> e agora, em <em>Linha de Passe</em>, filme que saiu vencedor da categoria atuação feminina no Festival de Cannes. A parceria, pelo visto, faz muito bem para Walter Salles, como cineasta brasileiro. Não que sem ela, o diretor faça filmes piores. <em>Central do Brasil </em>está aí para não me deixar mentir. Mas, parece que, com Thomas, o Salles calculado de <em>Abril Despedaçado </em>ou <em>Diários de Motocicleta</em>, dá lugar a uma direção dupla que preza por algo mais natural, mais realista que, conseqüentemente, produz momentos profundos de um Brasil verdadeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Em <em>Linha de Passe</em>, os diretores observam a vida de uma família na periferia de São Paulo. Cleuza (Sandra Corveloni) é a mãe, uma corintiana fanática, grávida de um homem sem nome e rosto, como quase todos os outros pais dos quatro filhos que já tem. É uma mãe preocupada que tenta levá-los para o bom caminho e apoiá-los, mas isso não faz dela uma santa. Fuma compulsivamente e bebe mesmo com uma criança na barriga, além de dar cigarros para o filho da dona da casa onde trabalha como empregada. O filho mais velho, Denis (João Baldasserini) é um motoboy bon-vivant que nunca tem dinheiro para ajudar em casa e para pagar remédios do próprio filho, mas sempre arruma alguns trocados para os seus prazeres. Dinho (José Geraldo Rodrigues) é um ex-garoto problema que virou evangélico e trabalha como frentista para um patrão que não dá a mínima para o garoto. Dario (Vinícius de Oliveira) sonha em ser jogador de futebol, mas nunca passa pelas peneiras, ou por ser &#8220;fominha&#8221; demais, ou por ser velho demais. E Reginaldo (Kaique de Jesus Santos), o caçula, filho de um motorista de ônibus negro e, conseqüentemente, o único negro dos filhos de Cleuza, mata aulas para passar o dia viajando de ônibus para, assim, encontrar seu pai.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Salles e Thomas tem o cuidado de não deixar seus personagens caírem no estereótipo. O evangélico não é caricaturado por ser um religioso fanático, nem o motoqueiro é construído através do protótipo do malandro. Há um equilíbrio e um extremo cuidado na construção de todos eles. Por isso, um espectador mais acostumado com os arquétipos do cinemão tradicional e fechado a caracterizações mais realistas pode até chiar por sentir falta daquelas cenas de explosão, daquele clímax, daquelas emoções artificiais produzidas por esse tipo de filme. Esses modelos não têm vez em <em>Linha de Passe. </em>Aliás, em um momento os diretores até se rendem às explosões emocionais (cena do filho motoboy no carro de um homem de classe mais alta). Mas essa pequena derrapada só serve para mostrar que o que funciona mesmo em <em>Linha de Passe </em>é o realismo, a naturalidade, o equilíbrio dos personagens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Claro, nada disso seria possível sem um elenco de primeira. Diga o que quiser do método Fátima Toledo de preparação de atores, mas que é extremamente eficaz isso não se pode negar. Grandes atuações do cinema brasileiro saem da preparadora de elenco e agora ela tem mais cinco feitos para colecionar. É injusto destacar alguém. Acredito até que, o prêmio de melhor atriz para Coverloni foi uma forma de Cannes premiar um elenco extremamente coeso e talentoso, já que não existe um prêmio de elenco no Festival. Todos estão tão imersos nos personagens, que nem parecem atores interpretando alguém, e sim o próprio alguém.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;">Já li que <em>Linha de Passe </em>passa uma idéia de determinismo social. Para mim, é justamente o oposto. Salles e Thomas não julgam ninguém, nem classe baixa, nem alta e nem média. Seus personagens centrais não são tratados como coitados que são como são por causa do meio em que vivem. É óbvio que influencia, mas a São Paulo caótica e desumana não é a justificativa das atitudes que eles tomam. É essa consciência de que não há necessidades de julgamento que faz de <em>Linha de Passe </em>um filme maior. E o estilo extremamente realista, quase documental, a fotografia sem cores vibrantes, a trilha pesada em alguns momentos só engrandecem o filme de Salles e Thomas. Salles e Thomas. Espero repetir isso mais vezes daqui para frente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:black;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oazulejo.wordpress.com/110/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oazulejo.wordpress.com/110/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/110/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=110&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Romeu e Julieta da desigualdade social</title>
		<link>http://oazulejo.wordpress.com/2008/08/29/romeu-e-julieta-da-desigualdade-social/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 13:34:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vitor Drumond]]></category>

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		<description><![CDATA[Com algumas exceções, parece que cinema popular no Brasil não pode ser sinônimo de obras de qualidade. Basta dar uma olhada no ranking de bilheteria de filmes brasileiros no ano passado. Encabeçado por Tropa de Elite, segue com A Grande Família: O Filme, Xuxa Gêmeas, Primo Basílio, O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili, Turma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=98&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><img class="aligncenter" src="http://www.redebrazucah.com.br/wp-content/uploads/2008/05/era-uma-vez.jpg" alt="" width="529" height="351" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Com algumas exceções, parece que cinema popular no Brasil não pode ser sinônimo de obras de qualidade. Basta dar uma olhada no ranking de bilheteria de filmes brasileiros no ano passado. Encabeçado por <em>Tropa de Elite</em>, segue com <em>A Grande Família: O Filme, Xuxa Gêmeas, Primo Basílio, O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili, Turma da Mônica: Uma Aventura no Tempo, O Homem Que Desafiou o Diabo, Ó Paí Ó, Cidade dos Homens</em>, finalizando com <em>Caixa Dois</em>. Dessa turma, se tirarmos Capitão Nascimento e Laranjinha e Acerola, temos apenas produções duramente criticadas pela imprensa. É nesse contexto que entram nomes como Breno Silveira e Mauro Lima. Por mais que não morra de amores por ambos, são diretores que, com ajuda de gente talentosa, tentam conciliar qualidade com popular, e acabam por arrebatar público e crítica, como em <em>Dois Filhos de Francisco</em>, de Silveira e, em menor escala, <em>Meu Nome Não é Johnny</em>, de Lima.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Aí que entra <em>Era Uma Vez&#8230;, </em>segundo filme de Silveira, que também contou com gente talentosa. O roteiro é de Patrícia Melo, com colaboração de Domingos de Oliveira. O filme é da <em>Conspiração Filmes</em> que já levou ao público coisas legais como <em>Casa de Areia, Redentor, O Homem do Ano, Eu Tu Eles. </em>Talvez a pretensão não seria bater os recordes de <em>Dois Filhos de Francisco, </em>mas que queriam fazer um produto de qualidade para o grande público, é visível. Só que alguma coisa não funcionou.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">É claro que não se pode esperar originalidade na história de um morador da favela que se apaixona por uma menina de classe bem mais alta. Silveira, conscientemente, trabalha com clichês e mostrou em <em>Dois Filhos de Francisco</em> que sabe emocionar mesmo fazendo a coisa mais batida do mundo. É só lembrar da primeira parte do filme, quando a infância da dupla sertaneja é mostrada. Longe de ser o filme sensacional que pregaram, ele sempre usa dos lugares comuns de filmes-de-cantores-que-tiveram-uma-infância-pobre-e-sofrida, mas provoca uma emoção genuína, importantíssimo para um filme popular. Já em <em>Era Uma Vez&#8230;., </em>o diretor também usa dos clichês, mas aqui, ele abusa um bocado, o que transforma a emoção em incômodo. Não tem nada aqui que não fuja do <em>deja vu: </em>a questão da desigualdade amplamente trabalhado em cinema, novelas, minisséries e várias outras produções audiovisuais brasileiras. A questão do amor impossível, exaustivamente falado em filmes do mundo, com direito a ex-namorado almofadinha da mocinha, a mãe pobre que tem medo das consequências que um namoro entre duas classes sociais distintas pode trazer à ela e a pai rico que, se a princípio aceita o namoro dos dois é porque já foi pobre uma vez na vida. O didatismo também empobrece um filme que já não é dos mais ricos. Precisa os protagonistas estarem lendo <em>Cidade Partida? </em>Precisa do “mini-documentário” sobre Thiago Martins no fim do filme? Até mesmo no pôster o filme é didático Nele, os protagonistas estão se beijando e, abaixo, uma imagem do Rio de Janeiro, englobando o morro e os prédios de classe alta. Por fim, a pitada de mestre: uma rachadura separando o casal e a cidade.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">Mas é no final que o filme chega ao fundo do poço. Sem querer estragar, mas consciente de que você já deva desconfiar como é, ele parece ter sido feito às pressas. Mesmo que o final não pudesse ser outro, devido às intenções do roteiro, ele não foi trabalhado suficientemente para que a público possa degluti-lo sem problemas.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:small;">A possível conclusão é a que, quem faz cinema popular no país, deve ter consciência de que seus roteiros devem ser bem melhor trabalhados. Afinal, <em>Era Uma Vez </em>é um filme com uma ótima fotografia, um diretor que (ainda) acredito ter talento quando tem um material bom em mãos, e um bom elenco, com destaque para Rocco Pitanga e Martins. Porém, deu errado. Se o roteiro fosse bom, a situação seria outra. Aliás, seria bem melhor que qualquer um de nós poderia imaginar, pois, escrever coisa boa de uma premissa pra lá de batida como esta, seria algo a se lembrar.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></span></p>
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<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oazulejo.wordpress.com/98/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oazulejo.wordpress.com/98/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/98/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=98&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Andarilho</title>
		<link>http://oazulejo.wordpress.com/2008/08/26/andarilho/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 04:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oazulejo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kel Baster]]></category>

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		<description><![CDATA[    Nada melhor que começar a semana assistindo ao um bom filme, tomando uma boa cerveja depois e comer salgados finos deliciosos gratuitamente. E mais: ganhar o DVD com o documentário Tomba Homem das mãos do próprio diretor Gibi Cardoso (filme que terá sua estréia no Festival Indie em outubro). E olha que nessa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=94&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><a href="http://www.caoguimaraes.com/page2/downloads/longas_01_f03.jpg"></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;"><a href="http://www.nararoesler.com.br/conteudos/noticias/gd/andarillho_1211247280.jpg"><img class="alignnone" src="http://www.nararoesler.com.br/conteudos/noticias/gd/andarillho_1211247280.jpg" alt="" width="400" height="223" /></a> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Nada melhor que começar a semana assistindo ao um bom filme, tomando uma boa cerveja depois e comer salgados finos deliciosos gratuitamente. E mais: ganhar o DVD com o documentário <em>Tomba Homem</em> das mãos do próprio diretor Gibi Cardoso (filme que terá sua estréia no Festival Indie em outubro). E olha que nessa segunda (25) acordei nem tão bem, com um pouco de preguiça da vida, mas terminei com boas reflexões existenciais e uma vontade louca de pegar mochila e estrada, sem rumo. <em>Andarilho</em> é o novo filme de Cão Guimarães que estréia semana que vem nos cinemas brasileiros. Nesta segunda, ocorreu a pré-estréia com direito a presença dos realizadores e coquetel posterior no Usina de Cinema, em Belo Horizonte. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Um filme de imagens, silêncio e poucos diálogos não tão compreendidos em sua totalidade. Belíssimas paisagens de uma estrada sem linhas retas com pessoas sem identidades fixas. Uma trilha sonora enigmática do Grivo e uma fotografia de dar dó aos olhos sem percepções e pouco sensíveis aos detalhes. Pego a escrever um diário de bordo daqueles que estão sempre a buscar algo talvez sem resposta. Um muro sem parede, uma alma sem volta. Quem são essas pessoas que nunca estão ali, parados? Seres incessantes à inquietude.<span>   </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Por que não vamos? Sem cogitar uma fuga ou dar explicações ao acaso. Vamos. Vamos? O sentir pode vir daquele momento que somos sombras na pedra ou que só enxergamos uma luz do farol numa noite quieta das estradas. Somos pólvoras em um plástico que rola na terra. Seres estranhos num ambiente transitório. Será que precisamos do outro para nos encontrar ou nos encontramos imersos na solidão? As perguntas que fazemos a nós mesmo são respondidas sozinhas ou em conjunto ao silêncio? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Cão Guimarães é um artista plástico, onde a grande tela das salas de cinema são suas pinturas em movimento. Cada plano é um quadro de sua exposição sobre a solidão. Andarilho é o segundo filme dessa trilogia (O primeiro é Alma do Osso lançado em 2004) e retrata a relação entre o caminhar e o pensar segundo a ótica de três andarilhos solitários que percorrem trajetórias distintas em estradas do nordeste de Minas Gerais. É a vida como um lugar de mera passagem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Alma, Deus, anjos e o apocalíptico. Um dos andarilhos explica sua concepção de mundo, sua estrutura histórica de vida e um possível final para todos nós. Esse é o início de uma estrada dentro do filme. Explicações ora entendidas ora consideradas devaneios para aquele que conta e nós que ouvimos. O outro joga pedrinhas, como se fossem, cada uma delas, histórias, que vão para trás ou são memórias que já perdemos. O outro traz o senhor é deus como um outdoor em rodas. Um carrinho que caminha e prega como o condutor que distingue a importância dos pontos de vistas daqueles que vêem de estradas diferentes e que não necessariamente seguem uma direção. A viagem é aquele espaço livre da vida. Só vai a algum lugar aquele que procura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><a href="http://www.caoguimaraes.com">www.caoguimaraes.com</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oazulejo.wordpress.com/94/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oazulejo.wordpress.com/94/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oazulejo.wordpress.com/94/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oazulejo.wordpress.com/94/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oazulejo.wordpress.com&amp;blog=3642252&amp;post=94&amp;subd=oazulejo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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